A HISTÓRIA:
A dança do mestre-sala e da porta bandeira surgiu nos antigos ranchos, onde o baliza e a porta estandarte deviam defender os símbolos de suas associações. Membros de ranchos adversário tentavam roubar a bandeira de outro rancho, por isso os primeiros porta bandeiras eram homens.
No século XIX, o carnaval carioca era formados por grupos maltas de capoeira e os seus desfiles eram violentos e com brigas entre eles, esses grupos eram divididos por bairros e eram envolvidos em festas populares. No carnaval cada grupo tinha seu escudo, sua bandeira hoje chamada de pavilhão, nos desfiles eram comum grupos rivais roubarem o pavilhão de outro grupo que seria utilizado como uma espécie de troféu.
Diante de tudo isso a porta pavilhão denominada hoje de porta bandeira passou a ser escoltada pelo melhor capoeirista do grupo, que alem de vim dançando ele aplicava golpes de capoeira em cima de quem se aproximasse do pavilhão.
Anos depois os dois personagens foram incorporadas nas escolas de sambas o primeiro porta bandeira de que se tem registro foi Ubaldo da Portela e a primeira mestre sala foi Maria Adamastor.
Ao longo do tempo essa ordem foi invertida e o mestre sala passou a ser o homem e a porta bandeira passou a ser a mulher, essa mudança se deve a antigas danças e rituais africanos pré-nupciais onde as adolescentes africanas eram cortejadas pelos jovens guerreiros.
Outra possível origem do atual formato é baseada em danças encontradas em festas populares e sepultamentos onde as antigas tribos eram identificadas por suas bandeiras coloridas.
Em 1938 as fantasias de mestre sala e da porta bandeira passou a ser quesito nos desfiles das escolas de sambas cariocas e 20 anos depois em 1958 o casal passou a ser quesito e a ser julgado também pela sua dança.
AS REGRAS:
Durante os desfiles das escolas de sambas do Rio de Janeiro os casais devem se apresentar para um corpo de jurados que por sua vez devem julgar sua fantasia e sua dança. Entre os passos obrigatório do casal estão: Meneios, as Meias- Voltas, os Giros Completos, os Torneados e Mesuras.
Os dois jamais devem dar as costas um para o outro ao mesmo tempo, o mestre-sala deve passar a impressão que está protegendo a sua parceira, que por sua vez não pode deixar jamais a bandeira enrolar no mastro ou tocar em seu corpo.
Já no carnaval paulistano os jurados devem avaliar o bailado do casal e sua fantasia, também devem tirar pontos caso a porta bandeira se curve diante de alguém ou que deixe a bandeira enrolar no seu corpo ou no do seu parceiro. O mestre sala não pode cair nem colocar seus joelhos no chão, os dois também perdem pontos se conversarem entre si.
O manual do julgador diz que em relação ao quesito mestre-sala e porta-bandeira eles jamais devem sambar de forma alguma , eles devem fazer um bailado ao som do samba, ela apresentando o seu pavilhão e ele protegendo e cortejando sua parceira.
Capoeira e samba, formaram quem sou tenho parcas composições nas duas vertentes cantadas em nossa pequena aldeia chamada Vila industrial, quem me ensinou a capoeira foi(Gravata, Paraná,Bigodinho)meus mestres e referências sempre foram Pastinha e Bimba, Aniceto, Geraldo Babão meus mestres no verso.
ResponderExcluirNunca tinha ouvido falar sobre isso