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SAMBA PE: QUAL SEU NOME COMPLETO?
SERGIO: Sergio Gonçalves de Souza
SAMBA PE: VOCÊ VEM DE FAMÍLIA TRADICIONAL NO SAMBA?
SERGIO: Sim, minha família sempre foi ligada ao samba. Músicos, cantores e instrumentistas , o samba sempre era cantado e tocado nas reuniões lá em casa.
SAMBA PE: COMO E QUANDO VOCÊ CHEGOU NO SAMBA?
SERGIO: No samba como um todo , desde os 4 anos de idade, já no samba pernambucano , fui conhecer a partir da antiga roda de samba de samba do Du Maranhão, na praia de Candeias em 2005.
SAMBA PE: QUANDO E COMO CHEGOU NA PÉROLA DO SAMBA?
SERGIO: Sou natural de São Paulo, meu pai sempre me levou para assistir os cordões e os desfiles das escolas de sambas desde os 5 anos . Me apaixonei pelo carnaval, Desfilei em algumas escolas de sambas da capital paulista em alas e na bateria , mas foi na Pérola do Samba em Pernambuco que em 2017 comecei a desenvolver meus trabalhos artísticos. Apesar que em 2016 eu já tinha desfilado na escola . no ano seguinte Fiz alguns adereços de alas e terminei adereçando os carros também, fomos campeões e apesar da pouca experiência o presidente me nomeou carnavalesco da escola onde estou até hoje.
SAMBA PE: EM QUE VOCÊ SE INSPIRA COMO CARNAVALESCO?
SERGIO: É difícil responder essa pergunta , mas tenho algumas referências , o Joãozinho Trinta foi quem mais eu estudei e que admiro muito , a professora Rosa Magalhães dá aula de como usar bem as cores no carnaval e o Leandro Vieira , na minha opinião hoje é um dos melhores, ele consegue com poucos recursos uma plástica fantástica trazendo sempre uma mensagem ´para o publico refletir , a escola de samba tem essa obrigação social .
SAMBA PE: O QUE A COMUNIDADE PODE ESPERAR DA PÉROLA EM 2020?
SERGIO: Nossa escola sempre focou em contar no seu enredo temas do povo pernambucano , já falamos do São João, a Religiosidade Africana e o nosso amado Galo da Madrugada, para 2020, o povo será novamente o tema do nosso enredo , a avenida é um espelho onde o povo enxerga sua própria historia.
SAMBA PE: COMO VOCÊ VER O MOMENTO ATUAL DO NOSSO SAMBA?
SERGIO: O samba pernambucano já teve seu auge no passado e ao longo do tempo foi perdendo seu espaço e sua merecida importância . Hoje, vejo algumas pessoas que trabalham para que ele retome seu devido lugar , contudo, me entristece muito ver a falta de amor pelas escolas , algo que vi sempre em São Paulo. Aqui as pessoas desfilam mais por vaidades pessoais ou por interesse financeiro , dessa forma fica difícil para uma agremiação ter um chão forte na avenida . É um trabalho árduo que só com a união de todos vamos conseguir reverter essa situação.
SAMBA PE: ALÉM DA PÉROLA POR ONDE MAIS VOCÊ PASSOU?
SERGIO: A Pérola foi minha primeira escola como carnavalesco , mas também faço um trabalho na escola de samba Gingado das Baianas de Olinda.
SAMBA PE: BATE BOLA RÁPIDO. TIME DE FUTEBOL, UM LIVRO, UM PERFUME, UM FILME, O QUE FAZ NAS HORAS VAGAS E PROJETOS FUTUROS?
SERGIO: Santos, Fahrenheit, A Espera de um Milagre, Estudo Carnaval nas horas vagas e tenho como projeto fazer das escolas de sambas um polo turístico e um núcleo de trabalho para a comunidade.